sábado, 13 de agosto de 2022

Espelho

 


Espelho… o que reflete um espelho quando te encontras em frente de um?

Mais uma reflexão pela minha lente. 

Num processo de reencontro, recomeço, qualquer coisa que já foi e deixou de ser e agora volta, os desafios surgem e faço a mesma pergunta para refletir, que oportunidade me estás a dar?

No meio do reboliço do dia a dia, muitas vezes a mensagem interna aparece e funde-se com todo um exterior que faz a minha realidade. Quando questiono, "o que queres?" para mim mesma, a resposta que surge é "não sei". Como não sei? quem haveria de saber então? como surge a duvida se o meu ser deveria saber o que quere ou não quere, então como surge a duvida?

A reflexão levou-me a uma conversa com a minha filha "do meio" 😍, "o que é para ti não significa que seja para mim", a frase veio no meio de uma conversa onde ela tenta fazer valer a sua vontade, o seu sentir. 

Conflito, foi o que percebi que estava a acontecer, percebi o conflito em que ela se encontrava, a tentar não chatear a mãe, tentando não ir contra a sua opinião, mas também não conseguindo impor o seu sentimento, a sua opinião. Bolas, pensei, que direito tenho eu de lhe dizer o que está certo ou errado para ela se nem para mim eu sei e ando sempre na busca da provação dos outros para validar a minha. 

Ela saberá o que é o melhor para ela, e mesmo que não acerte tem esse direito, de errar e aprender e ajustar, quem penso eu que sou para estar a impor seja o que for a alguém??? Que prepotência a minha, por isso existe este sentimento de ansiedade, frustração e até pânico nela, caramba, quantas vezes ela sentirá uma coisa e como não está de acordo com o ambiente dela, o pensamento dos pais, da sociedade, do politicamente correto, o sentimento que está tudo errado, porquê o sentimento de não ser capaz? Pois por isso mesmo!!! O que interessa, o que vai lá fora, se pararmos e fizermos o que sentimos de verdade, é natural e não dói.

Pus-me a pensar, então porque ás vezes a resposta á pergunta, "o que queres?" é não sei. O não sei só aparece quando não procuramos o que queremos mas sim como o Mundo exterior quererá. Como é que os outros vão reagir, ao que eu quero, pensamos sem querer em tudo e todos e fica diluído neste turbilhão de pensamentos a essência, a nossa vontade. 

Já tinha ouvido que este vírus apareceu para mudar alguma coisa, uns dizem que foi fabricado, outros dizem que era esperado algo do gênero, pois não sei muito bem, mas encontro-me isolada e positiva para o covid-19, e perguntei-me, "o que isto me trás como oportunidade?" e tenho tentado perceber o que me está a trazer. 

Sentia necessidade de me afastar para sentir, de me isolar, quando, toma lá o virus para te fazer a vontade. Bom não era bem isto que tinha imaginado, gostaria mais de ter feito um retiro, passear na praia, mas não, fiquei mesmo fechada no quarto, e aos poucos fui deixando as preocupações e a vigilância ser responsabilidade de outro e sabem não morri, ninguém morreu!!!! 

Nos primeiros dias, senti confusão, quase culpa por sentir que não estava a fazer nada, fui buscar o computador, livros, cadernos e pensei, vou aproveitar para estudar, mas não consegui concentrar para fazer nada, então comecei a ler o livro que anda de trás para a frente e nunca mais, e 3 paginas e já estou out, então vá, vamos ver uma serie, e o peso na consciência, "o que isto te trás?" nada, só fico adormecida e o tempo passa... Bolas então o que raio este vírus que me fez parar, me esta a dar oportunidade??? Bom percebi que tenho a oportunidade de parar, pensar, ver o que me apetece e me faz sentir bem, não fazer nada e só ficar... de repente tive vontade de escrever, e aqui estou a colocar para fora, a reflexão deste isolamento.

Amanhã é dia da mãe e não sei se já poderei sair, pois isto dos dias é confuso, mas verei como me sinto, pois mais do que eu também tenho os que estão aqui em casa e que ainda não lhes tocou este virus, mas o melhor presente que tive este ano nesta condição de ser MAE, foi perceber que confio nas minhas princesas que sabem o que é melhor para elas e estão a respeitar o seu sentimento e eu que aprendei que não tenho o direito de interferir no seu processo. 

É uma sensação de paz, pois a responsabilidade de decidir o melhor para cada uma, sentindo sempre que não sabia muito bem se seria o mais correto, não considero que deixei de ter responsabilidade mas é uma responsabilidade diferente, não sei muito bem ainda explicar, ainda estou a digerir. 

Sinto-me em comunhão comigo, e percebi o quanto estou desligada, e quero voltar a sentir conectada com o meu ser e com o que eu quero! 

Novo processo a iniciar...  depois conto como vai este novo passo... 

Fiquem bem e sintam-se...

sugestão:

 https://youtu.be/sjuyAKGFwy4 




sábado, 25 de junho de 2022

Ser…




 

Olá mais uma vez, hoje a partilha


num processo de caminho para dentro, o regresso a casa.

Sabes quando a vida corre e parece que o tempo passa rápido? Pois andamos anciãos porque estamos no futuro e por vezes com média e receios, porque estamos no passado, nas memórias que já passaram e que te provocaram desconforto. 

E se conseguisses por um rasgo no tempo estar no momento do agora? Se não houve a memória do passado e nem os sonhos e desejos do futuro, somente o agora. Nada tinha a mesma importância, porque eram só factos a acontecer e nos a observar e a sentir, com o ser que sou agora. 

Acolher o que está a acontecer sem percepcionar se é bom ou é mau. Isso nem sequer existe, pois só teremos consciência de bom ou mau se tivermos conectados com o que já foi e com o que poderá vir.

Então o meu desafio é estar no agora, sem mais nada no vazio cheio do presente. A sentir o que tudo ao meu redor me proporciona e eu tenho a capacidade de percepcionar com os meus 6 sentidos (olfato, audição, paladar, tacto, visão e o que ressoa cá dentro. 

Estar a simplesmente SER.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Porquê?

 Olá, mais uma partilha da vida pela minha lente.

Nesta jornada pela redescoberta da minha identidade, o “EU SOU” acabo por me encontrar com a espiritualidade e as suas várias vertentes. Encontrei a filosofia de que tudo o que nos acontece é uma consequência de escolhas nossas, umas conscientes outras nem tanto, o que me leva a encontrar o porquê das situações.

Pois se o que nos acontece é consequência então existe uma causa, ou seja, um porquê.

Encontro explicações relacionando o nosso corpo físico e os seus órgãos com as nossas emoções e estados de espírito, fazendo sentido para mim que existe sempre uma forma de trazer consciência ao que nos acontece fisicamente e as emoções relacionadas. Encontro sentido em muitas situações, no entanto há momentos em que o embate físico é tão grande que ficou mesmo de rastos e nem tenho forças para sequer pensar no que terá originado isto. 

Então deparei-me com um ciclo vicioso onde não entendo o que causou a situação, quero entender e acho que só vou ultrapassar depois de entender, este processo gera em mim um sentimento de angústia e frustração, o que leva a mais reações físicas sem explicação e torna-se um ciclo vicioso.

Quando me deparei com o sentimento de frustração de não perceber porque não saiu desta m€rd@ deste ciclo que me impede de avançar e fazer as mudanças necessárias na minha vida, falta de coragem, de força, nem sei o que realmente, então veio aquela voz, que eu sinto ser o meu EU, e me diz, “e se confiares e sem saber o porquê, acolhe o sentimento, a dor e transmuta, é meu faz parte de mim, é do passado que não pode ser alterado mas está aqui marcado. Aceitar que faz parte e deixar fluir, sem dar importância que já não tem. Mais tarde o porquê aparece e fará sentido. 

Não é isso que quer dizer “FÉ “?

Fez sentido, pois por vezes não estamos preparados para entender tudo, e se simplesmente acolhermos, tornar consciente o sentimento, integrá-lo pois faz parte de nós e deixar que se transforme, mesmo que não estejamos a perceber muito bem o porquê.

Foi o tema que me fez refletir e abraçar este processo de acolher e curar mesmo sem perceber, sinto que o meu corpo tem reagido à este desafio com limpeza e ao mesmo tempo trazendo novos nós que eu sabia, estarem bem guardados. Contudo, aceitei a jornada de mergulho no meu ser, sabendo que seria confrontado com as minhas sombras, mas confio que só preciso continuar e confiar que vai correr tudo bem. Um dia de cada vez, um passo de cada vez, um no de cada vez e assim vou sair do outro lado do túnel mais forte e sábia. 

Viver a vida é estar atento ao presente.💝

terça-feira, 5 de abril de 2022

Aprendizagem sobre energia pessoal


Este fim de semana (2 de abril 2022) dediquei-me a construir mais umas pontes de conhecimento na minha rede cerebral.

Um workshop sobre energia pessoal, que tinha como objetivo aprendermos a identificar quando estamos com a energia alta ou baixa, sim porque aprendi que não há energia boa ou má ok! 

No entanto, só para que fique bem claro, o que partilho é somente a minha visão das coisas, a minha verdade e a vida pela minha "lente de contato", espero que sirva para mostrar outra perspectiva das coisas e não impor seja o que for.

Então, começámos por perceber que somos essencialmente energia e que isso influência tudo em nós e á nossa volta, já está mais que provado que se não houver energia no nosso corpo físico ele não vive certo? Até porque se o coração pára, ele tem de levar um valente choque elétrico para acordar e bombear novamente. 

Então, existem 7 grandes centros energéticos que se ligam a órgãos específicos, que têm uma vibração especifica, sentimentos e emoções especificas e cores especificas mas, quanto á cor, existem opiniões diferentes consoante a filosofia.

A esses 7 centros dá-se o nome de chakras, que podem vibrar muito alto, muito baixo o que significa que estão desiquilibrados ou se vibrarem de forma harmoniosa estão equilibrados. E o que significa isso na prática? Bom quando estão em desiquilíbrio por norma estamos com emoções ou pensamentos em extremos. e depois tem ligação a desiquilíbrio nos órgãos também.

Para perceber melhor precisamos de perceber a que se refere cada chakra, então:

 1º centro a que se dá o nome de chakra da raiz, reflete a nossa infância, como foi, o que nos marcou, como nos sentíamos, como víamos o mundo á nossa volta. bom para mim foi interessante perceber que ao fazer esta reflexão o meu sentimento era estranho, não tinha muito essa consciência, a verdade é que não pensava muito no passado. Por norma não estamos habituados a relembrar de forma consciente e propositada as imagens ou emoções do passado tão longínquo, e este exercício propunha que visitássemos a criança que fomos e nos consciencializássemos das emoções e imagens que ficaram marcadas. Deveríamos escrever e integrar o que fomos, horar as nossas raízes, não as raízes da família mas as nossas próprias raízes. Pensar no local que nasci e as suas caraterísticas, o que me ficou na memoria seja agradável ou não.


2º centro a que se dá o nome de chakra sexual, mas que não se trata só de sexo mas sim do prazer, da alegria, prazer de viver, de dançar, de libertar e sentir a vida. Foi nos proposto que refletíssemos que momentos tínhamos sentido alegria de viver, prazer de fechar os olhos e sentir aquela sensação de arrebatar. Podia ser comida, musica, cheiros qualquer coisa que nos trouxesse esse sentimento. Eu lembrei-me de musicas que gosto de ouvir no banho, de certos comeres que me alertam todos os sentidos (sim porque sou uma grade apreciadora de comida, de quase tudo), de andar na areia da praia, de sentir o calor do sol no corpo, principalmente no inverno, de amar e ser amada, bom muito bom.


3º centro a que se dá o nome de chakra do plexo solar, que representa a força pessoal, o que sem precisar de nada nem ninguém, te faz sentir realizada. O que tinha sentido que era algo importante para mim e concretizei sem precisar de ninguém para o alcançar. Para mim foi conseguir tirar uma licenciatura, foi algo que me realizou, não fez muita diferença no geral, pois nem exerço mas foi o processo, o caminho que percorri que me preencheu um vazio pessoal. A minha busca de auto desenvolvimento, de autoconhecimento que me leva a uma busca incessante de mais conhecimento, de perceber-me, e ao mundo á minha volta, as pessoas e as relações, sinto que há tanta coisa para aprender que só uma vida não chega (por isso acredito que somos seres espirituais a vivenciar experiencias na matéria por várias vidas, mas isto é só a minha crença 😊).


4º centro que se dá o nome de chakra do coração, está situado no peito e representa o amor incondicional, aquele que é tão difícil de sentir e que acaba por influenciar tudo o resto, o que sentimos por tudo e todos e as suas condições. Foi proposto que refletíssemos sobre momentos em que identificamos o amor incondicional, foi muito interessante pois no meu caso pensava ser o amor de mãe e a Rita fez-nos refletir se não havia condições para esse amor verdadeiramente? Pois amaremos o nosso filho se ele nos magoar, nos tratar mal nos bater, humilhar? Se o nosso filho nos tentar matar, vamos ama-lo incondicionalmente? Fez-me pensar, confesso não só no meu caso nas em tantos casos que temos a sensação de amor incondicional, como a palavra diz, sem condições, continuo a refletir sobre quando efetivamente existe amor incondicional? 


5º centro, que se dá o nome de chakra da garganta, e está relacionado com a comunicação, e como isso está relacionado com as relações. Perceber que as palavras são feitas de letras e estas são pequenos desenhos com um determinado significado, refletimos na diferença de significado e sentido. Quando comunicamos, por palavras escritas ou faladas, temos um sentido que será igual para todos aqueles a quem estamos a direcionar a nossa intenção, no entanto o significados, a forma de interpretação já levanta questões. Quantas vezes já tentamos explicar uma coisa e percebemos que o que é entendido não é nada daquilo que queríamos dizer. Como nos sentimos a comunicar, temos facilidade em comunicarmos, sentimos que o sentido tem o significado certo do receptor? Pois quantas vezes calamos a nossa opinião por achar que não vale a pensa, ou quantas vezes nos sentimos forçar para fazer chegar a nossa mensagem? Quando fiz este workshop estava com a garganta meio sensível, o que acham que eu fiquei logo a pensar? O que quero dizer e não consigo? O que é que estou a calar e preciso de exteriorizar? 


6º Centro a que se dá o nome de chakra do 3º olho, que está relacionado com a intuição, essa coisa que nós ás vezes ouvimos ou sentimos e não sabemos muito bem de onde vem? Então foi proposto que façamos uma reflexão sobre momentos onde identificamos a intuição e se é algo frequente ou não, sem damos atenção ou não. No meu caso ando mais atenta, pois estou num processo de reconexão e tento perceber o que o meu corpo, as minhas emoções e até os meus pensamentos que tentam transmitir. um processo interessante, pois também esta muito ligado ás nossas crenças, se ligamos a este tipo de coisas ou não, mas se estás num processo de aprendizagem, não convém que tenhas limitações, no entanto devemos fazer a escolha do que faz sentido para nós.


Por fim o 7º centro a que se dá o nome de chakra da coroa, e que está ligado ao divino. Cada um deve identificar a que identidade exterior a nós, que não faz sentir fazer parte de algo, há quem identifique como Deus, Shiva, Universo, Cosmos, para mim existe algumas identidades a que recorro para ancorar a minha fé. Quando preciso de me ligar a um amor incondicional para aceitar mesmo sem entender alho, recorro a nossa senhora, pois para mim foi essencial na hora dos 3 partos que me deu forças para passar por aquele momento tão especial, sempre que penso nos meus filhos é a essa entidade que me fortalece. Quando preciso de curar feridas espirituais a que chamo de sombras, recorro á centelha divina que sinto em mim, pois acredito que em cada um de nós, onde a energia da mãe terra e do pai universo se encontram, acontece algo transcendente, a que recorro para acolher a minha sombra, para ser transmutada e entregue á malha quântica de energia. A Deus a que eu chamo ao ser ao qual acredito que todos fazemos parte, como células de um ser maior, que tem uma consciência maior e que compreende o que não me é possível compreender ao meu nível. 

Foi um processo complexo de reflexão em vários pontos que me fez ter uma consciência maior e mais profunda sobre mim, percebi o quanto e importante o equilíbrio do chakra do coração, com os outros todos, pois acaba por ser o centro, o motor para que esta energia flua e se torne uma energia essencial. 

Percebi o que pode ativar ou travar a energia de cada centro, desde a comida, o ambiente, até mesmo as pessoas que nos rodeiam, e como posso fazer para equilibrar, tendo consciência do que os influência.

A nossa percepção do ambiente, o que gera pensamentos, que geram emoções, que geram energia que influência os centros e por consequência influencia o corpo físico, a nossa biologia. 

É importante que neste processo coloquemos a consciência para termos o controlo do que acontece e só assim podemos corrigir e equilibrar.

Como objetivo, pretendo usar os 7 dias da semana para refletir cada chakra e as suas caraterísticas tentando aprofundar, trazendo consciência sobre cada um e identificar no meu dia a dia as suas influências.

Depois partilho. 😉

quinta-feira, 31 de março de 2022

Eu ... Simplesmente

 


Abrir o Baú




















 Hoje dia 31 de Março de 2022, está a ser um dia especialmente difícil, pois o sentimento predominante é o dos oposto.

Bom o que isto quer dizer trocando por miúdos, sabem aquela sensação de ter vontade mas ter preguiça, quando sentes cansaço mas não consegues parar quieta, sensação de agitação…

Pois já li que está a dar inicio um novo ciclo astrológico e ao que parece vai mexer com tudo!!!!

No livro de orientação anual de 2022, li que devia começar abril com a libertação de o que me incomoda, falar com alguém ou mesmo escrever, pois sabemos o quanto dói pensar em "o que vão pensar?" sei que é estupido, mas já sabem como é se fosse equilibrado não era humano e sim divino.

Assim partilho aqui porque não conheço quem vai julgar 😀 já que é para libertar, vamos tirar a tampa…

Há mais ou menos 2 anos que hibernei, por circunstâncias da vida, por sentir vontade, por não sentir força para enfrentar o mundo ou mesmo por pensar que era mais fácil. Então fui mãe a tempo inteiro, parceira no trabalho e dona de casa (o que até soube bem até certo limite), veio a pandemia do COVID-19 e até foi mais fácil pois só o marido é que teve de parar mesmo. Este evento foi muito estranho para todos e para mim deu para, limpar o frigorifico de coisas congeladas, arrumar livros, cursos on-line e refletir o que isto representava para todos nós e para cada um em particular.

Acontecimentos, mas não muito trágicos, avó no hospital em plena pandemia, foi de loucos, perderam a mulher entre exames, foi um caos, mas não se esperava outra coisa, pois todos eles são humanos mesmo que por vezes nos esqueçamos. Ela é tão rija que pensei que não se safava mas continua a "sarnar" a cabeça ao pessoal 😂, já faz 87 anos este ano de 2022, vamos ver se tenho estes genes. 

Bom falando de opostos, ha alguns anos atras ( 25 mais ou menos), abracei a profissão de Esteticista e abri o meu espaço, que amei cuidar de tantas almas maravilhosas que cruzaram o meu caminho, mas em determinada altura a vida leva-me para as medicinas alternativas e encontro explicação para muitas duvidas que me assombravam.

Sentia que para cuidar de alguém com o intuito de lhe proporcionar bem estar era pouco o que fazia, sentia-me sempre incompleta no serviço que prestava, sentia que havia mais, tirei imensas formações, aprendi imenso, e quanto mais aprendia mais sentia que nada sabia.

A determinada altura senti medo, percebi a responsabilidade que tinha quando a vida das pessoas era tocada de alguma forma, sentia que estava meio perdida sem segurança e nem orientação. FECHEI A PORTA! MEDO!!

E assim comecei uma jornada muito material. Tentando não ligar a nada muito profundo ao nível pessoal, foquei-me nos meus filhos e a tentar ter valor de uma forma que achava que tinha de conseguir, fui estudar novamente, tirar um curso superior (ferida passada) em contabilidade e finanças, queria entender o que a Contabilista falava e não ficava satisfeita com o que ela me explicava, queria mais. Fui-me safando com notas razoáveis, em ensino diurno, misturada com a malta mais nova que me sentia até á vontade mas não á vontadinha.

Conheci gente fantástica, tive umas quantas lições de humildade, pois ás vezes a idade não ocupa lugar nenhum … 

Mas consegui terminar o curso com notas razoáveis, sempre á primeira e com saídas á noite e tudo, com o Salvador pequeno e as meninas a crescer na fase da adolescência (meu deus me acuda). Senti que tinha feito algo importante por mim e tinha conseguido chegar ao fim. 

No entanto quando chumbo no exame da ordem 3X seguidas, fiquei outra vez lixada, porque não conseguia passar aquilo?? Era assim tão burra?? Via colegas que já trabalhavam que também não conseguiam e servia-me de consolo (apesar de não consolar nada, mas pronto!).

Assim não me sentia segura para trabalhar na área e ficou sem efeito essa carreira, pensei que iria mudar de vida e afinal tudo por terra, mais uma vez a auto confiança a roçar o chão. 

Bati no fundo com principio de depressão, aumentei imenso de peso, roupas largas, só queria conforto, na roupa e na comida pois não me sentia confortável com mais nada, nem o marido escapou como devem de calcular. ele tem uma grande paciência mesmo, mas de certeza que lhe fiz muito bem também…

Decidimos começar a cuidar de nós, a fazer uma dieta, a pensar em desenvolver um negócio novo e comecei a ficar entusiasmada, perdemos imenso peso e atingimos objetivos gratificantes, ferias fantásticas, formações incríveis um mundo novo outra vez. 

Mas comecei a querer que o projeto fosse dos 2 e a querer fazer mais e diferente, sem perceber que não era bem a onda dele. Ele não queria fazer-me sentir mal, tentava alinhar comigo nas formações e ia comigo onde fosse preciso, mas comecei a ficar frustrada por estar a fazer as coisas mas sentia-me sozinha, sem a parceria que tinha idealizado. Então comecei a desistir novamente... auto estima completamente de rastos, a sentir um desespero enorme e com vontade de desaparecer (estava a ficar doida mesmo).

Fui fazer uma terapia de biofeedback e senti muita diferença, senti equilíbrio, clareza no pensamento e comecei a aceitar que tinha de entender o que estava a acontecer comigo. Comecei a ler novamente, a ver comentários e a voltar a reencontrar-me na espiritualidade. Tem sido mágico, mesmo sentido medo por vezes, agarro-me a mantras para me acalmar. Tenho tido alguns desafios como mãe, aceitar o crescimentos delas sem ser como tinha planeado, e a perceber as ferias ainda abertas do passado que vêm com toda a força para serem curadas.

Em Dezembro de 2021 senti ressoar um chamado para um circulo de seres on-line com a minha querida Neuza, que me transformou. Não consegui fazer tudo direitinho mas aceitei que fiz o que consegui e o que foi importante para o momento.

O processo da sombra, foi muito especial, meditações e reflexões semanais que descascavam uma camada de cada vez. Identifiquei algumas personagens (a minha querida D. Custódia) do meu EGO, sentido que não era a minha essência mas sim a forma que a minha criança tinha de lidar com o Mundo ficou mais fácil acolher aquelas atitudes.

Depois foi o trabalho das sombras, foi e continua a ser, cada vez que me deparo com a sombra, aquela energia pesada que trás emoção dolorosa, ferida aberta, e sempre que a consciência é mais presente, a fogueira de almas poderosas de amor incondicional, estão lá para me apoiar a receber essa sombra, acolhe-la (pois é minha, faz parte do que sou) e transmuta-la com a força divina que habita em cada um de nós para que seja entregue ao universo e seja parte do aprendizado, da experiência do divino.

Tenho sentido cada vez mais que esta teoria da malha quântica e que nós somos uma experiência divina na matéria para um conhecimento universal, que faz sentido, que é uma verdade que ressoa em mim. 

Numa entrevista um autor famoso diz que perguntou ao seu espirito porque não era só energia, apenas espirito, para o qual recebeu a resposta, "se fosses só energia, ou só espirito, como ser o sabor do chocolate? como saberíamos o cheiro das flores? como poderíamos apreciar o nascer ou por do sol?" 

Pois só vivendo na matéria podemos vivenciar os sentidos da matéria, e faz tanto sentido essa teoria.

Agora estou num novo projeto (outra vez) que só depende de mim, está no caminho das terapias holísticas e uma nova abordagem que me deixa completamente apaixonada e ansiosa para acabar a formação e começar a trabalhar (confesso que por vezes me vem um medo) mas estou preparada para mais esta aventura e acho que cresci mais um bocadinho😊 

por isso este misto de emoções, a precisar partilhar o que sinto, o que aprendo, mas quem tenho à volta não está muito interessado e nem ai para o que faço, no entanto não vou desistir, tenho que me disponibilizar para quem precisa e não para quem eu acho que precisa. 

Medo, culpa, entusiasmo, energia, apreensão, um misto de emoções que me deixam assoberbada, a precisar desanuviar e fazer sair estes sentimentos todos. 

Já está, feito, mais leve e orgulhosa por ter posto por palavras estes pensamentos que vagueiam na minha mente e que por vezes chocam com a força do universo trazendo um turbilhão de sentimentos, mas não sou só eu, pois não? por ai andam muitos serem como eu, perdidos nestas teorias, visões de vida que só servem para trazer algum sentido para a rotina dia, noite, dia, noite, etc...

Obrigada por estares ai! grata por me deixares entrar na tua vida e fazer ressoar a minha historia. ✿



 







A primeira entrada na pré-escola não acontece só à criança

  Separação, segurança e confiança nos primeiros dias Há crianças que entram na pré-escola sem olhar para trás. Outras choram, agarram-se ao...