ARTIGO ESPECIAL — 25 DE ABRIL
Quando se fala de liberdade, pensamos em direitos, escolhas e expressão. Mas existe uma forma de liberdade menos falada e profundamente necessária: a liberdade interna. A liberdade de não viver constantemente em esforço. A liberdade de parar sem culpa. A liberdade de escutar o corpo.Muitas pessoas vivem em liberdade externa, mas em prisão
interna. Presas a exigências, a ritmos impossíveis, a padrões de sobrevivência
que já não fazem sentido. O corpo continua em alerta, mesmo quando já não
existe ameaça real.
A liberdade emocional não acontece apenas com escolhas
conscientes. Acontece quando o sistema nervoso sente segurança. Quando o corpo
deixa de viver em defesa. Quando descansar não é vivido como falha, mas como
direito.
O 25 de Abril lembra-nos a importância de conquistar espaços
de liberdade. Talvez hoje seja também um convite a olhar para dentro e
perguntar: onde é que ainda não me sinto livre? Onde continuo a viver em
esforço por hábito, medo ou exigência interna?
Liberdade também é poder dizer não. Poder abrandar. Poder
pedir apoio. Poder existir sem estar sempre a provar algo. É uma liberdade
silenciosa, mas transformadora.
Celebrar a liberdade pode ser mais do que recordar o
passado. Pode ser criar, no presente, condições para viver com mais verdade,
dignidade e cuidado. Porque um corpo em paz é também um corpo livre.
Terapeuta de Bem-Estar
Técnica Certificada de Biofeedback REF




