sábado, 13 de agosto de 2022

Espelho

 


Espelho… o que reflete um espelho quando te encontras em frente de um?

Mais uma reflexão pela minha lente. 

Num processo de reencontro, recomeço, qualquer coisa que já foi e deixou de ser e agora volta, os desafios surgem e faço a mesma pergunta para refletir, que oportunidade me estás a dar?

No meio do reboliço do dia a dia, muitas vezes a mensagem interna aparece e funde-se com todo um exterior que faz a minha realidade. Quando questiono, "o que queres?" para mim mesma, a resposta que surge é "não sei". Como não sei? quem haveria de saber então? como surge a duvida se o meu ser deveria saber o que quere ou não quere, então como surge a duvida?

A reflexão levou-me a uma conversa com a minha filha "do meio" 😍, "o que é para ti não significa que seja para mim", a frase veio no meio de uma conversa onde ela tenta fazer valer a sua vontade, o seu sentir. 

Conflito, foi o que percebi que estava a acontecer, percebi o conflito em que ela se encontrava, a tentar não chatear a mãe, tentando não ir contra a sua opinião, mas também não conseguindo impor o seu sentimento, a sua opinião. Bolas, pensei, que direito tenho eu de lhe dizer o que está certo ou errado para ela se nem para mim eu sei e ando sempre na busca da provação dos outros para validar a minha. 

Ela saberá o que é o melhor para ela, e mesmo que não acerte tem esse direito, de errar e aprender e ajustar, quem penso eu que sou para estar a impor seja o que for a alguém??? Que prepotência a minha, por isso existe este sentimento de ansiedade, frustração e até pânico nela, caramba, quantas vezes ela sentirá uma coisa e como não está de acordo com o ambiente dela, o pensamento dos pais, da sociedade, do politicamente correto, o sentimento que está tudo errado, porquê o sentimento de não ser capaz? Pois por isso mesmo!!! O que interessa, o que vai lá fora, se pararmos e fizermos o que sentimos de verdade, é natural e não dói.

Pus-me a pensar, então porque ás vezes a resposta á pergunta, "o que queres?" é não sei. O não sei só aparece quando não procuramos o que queremos mas sim como o Mundo exterior quererá. Como é que os outros vão reagir, ao que eu quero, pensamos sem querer em tudo e todos e fica diluído neste turbilhão de pensamentos a essência, a nossa vontade. 

Já tinha ouvido que este vírus apareceu para mudar alguma coisa, uns dizem que foi fabricado, outros dizem que era esperado algo do gênero, pois não sei muito bem, mas encontro-me isolada e positiva para o covid-19, e perguntei-me, "o que isto me trás como oportunidade?" e tenho tentado perceber o que me está a trazer. 

Sentia necessidade de me afastar para sentir, de me isolar, quando, toma lá o virus para te fazer a vontade. Bom não era bem isto que tinha imaginado, gostaria mais de ter feito um retiro, passear na praia, mas não, fiquei mesmo fechada no quarto, e aos poucos fui deixando as preocupações e a vigilância ser responsabilidade de outro e sabem não morri, ninguém morreu!!!! 

Nos primeiros dias, senti confusão, quase culpa por sentir que não estava a fazer nada, fui buscar o computador, livros, cadernos e pensei, vou aproveitar para estudar, mas não consegui concentrar para fazer nada, então comecei a ler o livro que anda de trás para a frente e nunca mais, e 3 paginas e já estou out, então vá, vamos ver uma serie, e o peso na consciência, "o que isto te trás?" nada, só fico adormecida e o tempo passa... Bolas então o que raio este vírus que me fez parar, me esta a dar oportunidade??? Bom percebi que tenho a oportunidade de parar, pensar, ver o que me apetece e me faz sentir bem, não fazer nada e só ficar... de repente tive vontade de escrever, e aqui estou a colocar para fora, a reflexão deste isolamento.

Amanhã é dia da mãe e não sei se já poderei sair, pois isto dos dias é confuso, mas verei como me sinto, pois mais do que eu também tenho os que estão aqui em casa e que ainda não lhes tocou este virus, mas o melhor presente que tive este ano nesta condição de ser MAE, foi perceber que confio nas minhas princesas que sabem o que é melhor para elas e estão a respeitar o seu sentimento e eu que aprendei que não tenho o direito de interferir no seu processo. 

É uma sensação de paz, pois a responsabilidade de decidir o melhor para cada uma, sentindo sempre que não sabia muito bem se seria o mais correto, não considero que deixei de ter responsabilidade mas é uma responsabilidade diferente, não sei muito bem ainda explicar, ainda estou a digerir. 

Sinto-me em comunhão comigo, e percebi o quanto estou desligada, e quero voltar a sentir conectada com o meu ser e com o que eu quero! 

Novo processo a iniciar...  depois conto como vai este novo passo... 

Fiquem bem e sintam-se...

sugestão:

 https://youtu.be/sjuyAKGFwy4 




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